Críticas

Catherine Nelson – The Strad Magazine

A música de quatro compositores brasileiros do século XX é trazida exuberantemente à vida nesta gravação. Trata-se de uma execução enérgica, com um toque de comovente nostalgia: em momento algum o caráter da música tradicional brasileira se torna distante, encoberto. O som da gravação é extremamente brilhante de forma que, em alguns momentos, soa ligeiramente estridente. Entretanto, isso confere ainda mais colorido à música.

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Tom Moore – Opera Today

“A segunda parte do concerto fez valer a pena a ida a Sala Cecília Meireles. Celebrou-se 100 anos dos nascimentos de José Siqueira e Camargo Guarnieri com o Quarteto Radamés Gnattali… a performance do Quarteto nessas obras trouxe lágrimas aos olhos. Imperdível!”

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Clovis Marques – Opinião & Notícia

O Quarteto Radamés Gnattali é um dos mais ativos e inovadores no panorama brasileiro. O conjunto propôs a quatro compositores um passeio por estações ferroviárias e bairros do Rio de Janeiro, na junção das cordas do quarteto com o violão – a cargo de Zé Paulo Becker – e da levada popular de calçadas e ruas com uma “complexificação” das formas próprias do “erudito”. A convergência não me atrai em princípio; ouvi o disco com mais insistência que outros, “para me convencer”, e acabei caindo na rede. Começamos (na Estação Mangueira de Maurício Carrilho) e concluímos (na Estação Central do Brasil de Sergio Assad) com citações do “Patrão, o trem atrasou, por isto estou chegando agora…”, que também parece perpassar pelo menos mais um momento da série (o movimento “Farra na Quinta” da Estação Leopoldina de Paulo Aragão). Estas três peças são as mais alegres, brincalhonas e melodiosas, ao passo que na Estação Madureira Jayme Vignoli parece mais preocupado em “compor clássico”. Muitos títulos conhecidos do samba e outros ritmos urbanos cariocas são citados e/ou invocados aqui e ali. Carrilho é o mais natural na levada “popular”, Assad me soa como o mais imaginoso e feliz na confluência de estilos e formas – seria bom se sua Central do Brasil passasse a frequentar as salas de concerto. Quando a música requebra e canta, irresistível, o Quarteto Radamés Gnattali mostra por que é um esteio da vida musical brasileira no momento.

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Carlos Eduardo Amaral – Revista Continente – Maio 2012

“Mesmo que todo o processo de produção tenha demorado menos de um ano, o Quarteto Radamés Gnattali esforçou-se para estabelecer interpretações convincentes (não importará se preferirmos algum quarteto em particular sob a performance de outros conjuntos, o que é natural) – algumas peças do ciclo, como as de número 3, 7 e 11, merecem especial atenção do ouvinte.” “O resultado é mais um notável esforço do Quarteto Radamés Gnattali, que segue em frente em seu intuito de inventariar os quartetos de cordas dos principais compositores brasileiros.”

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Revista Concerto – Julho 2012 – Revista Concerto

Um dos mais importantes grupos de câmara brasileiro, o Quarteto Radamés Gnattali mostra-se incansável em seus projetos fonográficos.Tendo lançado recentemente um DVD/Bluray com a integral dos quartetos de cordas de Villa-Lobos, o grupo apresenta agora um trabalho dedicado aos compositores que integram o coletivo Prelúdio XXI – Compositores do Presente.O Quarteto Radamés Gnattali mostra-se bastante à vontade na leitura destas obras, conferindo profundidade às interpretações.

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Osvaldo Colarusso | Gazeta do Povo – Caderno G – 09/09/2012

“Villa-Lobos para Ouvir e Ver de Joelhos… O lançamento em DVD e Blu-ray de A Integral dos Quartetos de Cordas de Heitor Villa-Lobos pelo Quarteto Radamés Gnattali, do Rio de Janeiro, é algo de tal importância, que por si só já mereceria um grande elogio. O cuidado na produção é tal que temos de nos deter em alguns detalhes, todos fascinantes. Vale lembrar que não há no mercado internacional nenhuma integral de quartetos de cordas, salvo de Beethoven, em DVD. Nenhum dos ciclos importantes do século 20 como os de Bartók ou Schoenberg, foram gravados nesta tecnologia. Se formos comparar a execução destas gravações com os registros de áudio encontráveis no mercado dos quartetos de Villa-Lobos, a vantagem do Quarteto Radamés Gnattali não está apenas no fato de que existem imagens das execuções. As execuções aqui comentadas são bem superiores às do Quarteto Danubius (selo Marco Polo) ou do Quarteto Bessler-Reis (selo Le Chant Du Monde). A única gravação que rivaliza com o quarteto carioca é a do mexicano Cuarteto Latinoamericano (selo Dorian). O segundo movimento do “Quarteto N.º 4” é a prova maior tanto da genialidade de Villa-Lobos quanto da excelência do Quarteto Radamés Gnattali. É possível notar a extraordinária musicalidade e entrosamento dos quatro instrumentistas ao ver este genial canto passando por cada um dos instrumentos.”

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Osvaldo Colarusso | Gazeta do Povo online – 24/07/2016

“Além da excelência destas composições não posso deixar de destacar a atuação do Quarteto Radamés Gnattali. Este grupo, que se destaca como um dos principais quartetos de cordas da América Latina, tem sido de uma importância fora do comum em termos de divulgação do repertório brasileiro. Entre as gravações que o grupo realizou destaco, além de uma magnífica integral dos quartetos de Villa-Lobos, a maravilhosa integral de obras para quarteto do compositor carioca Ricardo Tacuchian e um CD chamado “Quatro estações cariocas” que apresenta obras especialmente escritas para o quarteto pelos compositores Paulo Aragão, Jayme Vignoli, Sergio Assad e Maurício Carrilho. Seu engajamento, além de uma indiscutível qualidade técnica, faz deles excelentes advogados na causa da divulgação de um repertório injustamente negligenciado. Apesar destas gravações das obras de Gnattali terem sido feitas entre 2012 e 2013 (ainda com o violista Fernando Thebaldi, que não faz mais parte do grupo), num ato heroico, o quarteto lançou estas gravações apenas neste ano, para comemorar os 110 anos do nascimento do compositor, cobrindo do próprio bolso a maioria dos gastos. Por incrível que pareça um lançamento desta magnitude não teve nenhum tipo de apoio oficial, fora a cessão do estúdio. Mas não deixaram por menos: além de uma execução magistral, o nível técnico da gravação, realizada no estúdio da Rádio MEC do Rio de Janeiro, o mesmo estúdio utilizado durante décadas por Radamés Gnattali, é surpreendente, e a apresentação do álbum de excelente qualidade. A sensação que tenho é de uma enorme reverência

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